COPEL É PRIVATIZADA, APESAR DA FORTE OPOSIÇÃO.
A Companhia Paranaense de Energia – COPEL, criada há 68 anos, com o dinheiro do povo, não é mais paranaense.
Apesar de muitas oposições e repúdios da sociedade, o governador Ratinho Jr. não cumpriu seu compromisso de campanha de não vender a COPEL, e na quarta-feira, 9/8, todas as ações da companhia foram vendidas, ou seja, ela foi privatizada.
A Copel foi a primeira companhia estatal estadual privatizada via oferta subsequente de ações (“follow-on”) em bolsa no Brasil.
A companhia atraiu vários investidores estrangeiros e a operação foi a terceira maior oferta do setor elétrico do mundo em 2023. A transação na bolsa de valores movimentou R$ 5,2 bilhões, incluindo a venda de um lote suplementar.
Um sucesso comemorado nos meios de negócio, mas lamentado por muitos setores da sociedade que entendem que ceder um empresa estratégica como a Copel para a iniciativa privada é colocar em risco os compromissos sociais que ela mantém com a população.
Para o povo do Paraná, fica a dúvida quanto a continuidade dos programas sociais que beneficiam milhares de famílias paranaenses, nos centros urbanos e no campo, e o custo da energia distribuída para as indústrias, o comércio em geral e as residências.
Para os colaboradores, o desafio de um novo momento de mercado. O Sintec-PR, está atento às mudanças de gestão na Copel, e o destino da Fundação Copel, solidificada ao longo dos anos pelos trabalhadores da companhia, e não hesitará em defender os interesses e os direitos conquistados dos técnicos industriais.