Copel tem “apagão” sobre privatização e nega avanços para o ACT 2022/2024
Proposta salarial a ser analisada em assembleia geral só paga INPC e ainda quer mudar formato do PLR
Após a cobrança dos coletivos sindicais sobre a notícia de possível privatização da Copel, os prepostos da empresa voltaram a afirmar que a possibilidade é de exclusiva responsabilidade do “acionista majoritário”, no caso, o Governo do Paraná, que é governado por Ratinho Junior (PSD). A Copel, cujo presidente Daniel Pimentel Slaviero, é indicado pelo governador, alega que não está envolvida no processo e não tem mais informações. Na mesa, a Copel não ofereceu avanços e ainda quer acabar com o terço de férias. No assunto da privatização, os negociadores da empresa admitem que o assunto “ainda é uma incógnita. Assim que tivermos qualquer sinalização, a Copel vai comunicar o mercado, como prevê a legislação, e comunicar os sindicatos, se um processo de venda for para frente”, comentam os negociadores da Copel.
A PROPOSTA DA EMPRESA: MUDANÇA NO PLR E SEM GANHO REAL
A proposta para os itens econômicos, financeiros e PLR.
Além de pendência em relação ao Banco de Horas, para esses tópicos, a Copel propôs: PLR: 60% proporcional e 40% linear.
O restante do acordo permanece inalterado, exceto pagamento para empregados aposentados por invalidez. Aposentado por invalidez: não receberá PLR, abono e alimentação.
Índice inflacionário:
Em uma inflação de 7,19% para outubro, a proposta é aplicar o INPC integral (salários, auxílio alimentação, vale lanche, auxílio educação, auxílio PCD).
• Auxílio creche: Sem reajuste por conta das ações coletivas em curso;
• Abono salarial: para a Copel, é considerado um benefício adicional, mas a proposta é 0,15% da remuneração mais R$ 2,1 mil fixos, com tendência à extinção no próximo ano.
• Banco de Horas: Adoção do acordo nos termos já firmado com o Sinefi. Validade do Acordo: 1 ano
• Terço de férias: Indenização de 40% do 1/3 (terço de férias) a ser concedido, considerando o tempo para aposentadoria, até os 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, mas sem ganho real.
• Extensão do adicional noturno: inclusão da extensão do pagamento do adicional noturno após às 05h00, até o fim da jornada noturna.
COPEL NÃO DÁ GARANTIAS
Da mesma forma, os pedidos de garantia de manutenção dos empregos e demais benefícios - Fundação Copel inclusive - em caso de venda da Companhia, ficaram sem resposta.
PRIVATIZAÇÃO É TIRO NO ESCURO
A postura da Copel é questionada pelos sindicatos. Eles lembram que o governador eleito não falou durante a eleição sobre a venda da companhia e que não ganhou um cheque em branco para se desfazer da maior empresa do estado. Para as entidades, Ratinho Junior e o presidente da Copel, Daniel Pimentel, devem esclarecimentos aos empregados e à população e que isso não pode tramitar de forma escondida. “Nossa avaliação é de que o presidente da companhia não se importa com os empregados. O negócio dele é prestar esclarecimentos ao mercado e comemorar demissões. Essa não é a Copel que a gente conhece e que valoriza seus trabalhadores”, critica-se. Também foram criticados os diretores da empresa. Em um momento de incertezas com relação à negociação e ao futuro da empresa, eles se negaram a comparecer nas rodadas de negociação, mesmo com reiteradas solicitações dos sindicatos, principalmente devido à delicadeza do momento.
LIVE E ASSEMBLEIA
Os coletivos sindicais - CSMEC e CSEC - vão realizar uma transmissão ao vivo na quarta-feira, 09/11, às 18 horas.
A Copel afirmou que enviará a minuta da proposta até terça-feira (08), sob risco de que a Assembleia seja postergada. Com isso, o objetivo da Assembleia Geral Extraordinária unificada é esclarecer o que foi discutido nos encontros com a Copel, como é a votação e a apuração.
Nesta fase, só será analisado o ACT. A PLR não será discutida. As entidades entendem que as negociações são separadas e não há necessidade de se tomar uma decisão acerca da PLR neste momento.
A votação terá início na própria quarta-feira, 09/11, às 19h, com encerramento na sexta-feira, 11/11, às 14 horas. O sistema de votação se dará pela web, de forma online, como ocorreu em 2020, com o acesso à votação sendo disponibilizado pelas entidades sindicais nos e-mails, sites e redes sociais. Para divulgação do resultado das votações, será realizada uma live às 14h do dia 11/11/2022, sendo que a finalidade das votações é a deliberação dos empregados representados pelas entidades sindicais nominadas acima sobre os encaminhamentos referentes ao Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 2022/2024.
Vamos juntos! É a força do SEU TRABALHO que torna a Copel forte.