Sindicatos alertam para risco de demissões e precarização dos serviços na Copel privatizada.
A Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel) é a maior estatal do estado. Criada em 1954, ela chega aos 68 anos, com capital aberto no mercado de ações desde 1994. A companhia é responsável pelo fornecimento de luz a mais de 3,6 milhões de casas, 78 mil indústrias, 384 mil estabelecimentos comerciais e 356 mil propriedades rurais.
O quadro de funcionários passa de seis mil pessoas. Motivos que levam os sindicatos representantes dos copelianos a serem contra qualquer forma de privatização da companhia.
Na visão dos sindicatos, o projeto enviado pelo governo à Assembleia Legislativa do Paraná não oferece garantia de manutenção do controle acionário por parte do estado. E, tomando como base outras privatizações feitas no setor, os resultados apontam para demissões e perda da qualidade dos serviços.
O presidente do Sintec-PR, Gerson Faedo alerta: “a privatização é um grande risco para todos os copelianos, e em especial para os técnicos industriais que representam 30% dos trabalhadores que serão afetados.”
Os sindicatos seguirão acompanhando o desenrolar da situação, sempre focados na defesa e na proteção dos trabalhadores envolvidos.
A privatização da Copel tem como base estudos feitos pelo Conselho de Controle das Empresas Estaduais e a proposta original prevê que o estado mantenha participação total igual ou superior a 15%, com pelo menos 10% das ações com direito a voto.