SINDICATOS BUSCAM APOIO PARA CONTESTAR PDV COPEL
Dirigentes sindicais se reúnem com Delegacia Regional do Trabalho.
Os coletivos sindicais – CSMEC e CSEC – se reuniram com a Superintendente Regional do Trabalho, Regina Perpétua Cruz, na tarde do dia 23 de outubro.
Os dirigentes levaram a preocupação de o PDV da Copel não contemplar todos os funcionários que assinaram o termo de adesão ao processo. Dos mais de 3 mil inscritos, pouco mais de 1,4 mil foram contemplados.
As entidades mostraram que a empresa se comprometeu a incluir a todos, e também comentaram o receio de assédio para quem não foi contemplado e os critérios de seleção.
A visita faz parte da estratégia de acionar mecanismos e atores que possam mediar o impasse. Em diversos momentos, os gestores da Copel deram a confirmação de que ninguém ficaria de fora. “Quem não quiser ficar nessa nova fase da companhia, vai ter abertura, qualquer um, para poder sair”, disse o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, durante a apresentação de resultados do segundo trimestre de 2023.
Para os sindicalistas que ainda vão procurar o Ministério Público e entrar com ações coletivas, houve quebra de contrato e confiança entre o que foi divulgado pela empresa, dito por gestores e diretores, e o que foi efetivado pela empresa ao anunciar os beneficiados pelo PDV.
“O presidente dizia que todos poderiam sair e isso constava no acordo coletivo e foi dito após transformação em Corporação. Havia limitação de 300 milhões, mas com compromisso de ampliar o valor com critério de idade e tempo de casa. Não se limitava à quantidade de pessoas. Eles expandiram o processo para todos”, comentam os coletivos.
No fim de agosto, complementam as entidades, após transformação em Corporação, em live da empresa, se reafirmou a possibilidade de adesão para todos, independentemente do limite financeiro, que poderia ser ampliado. A Copel ainda emitiu o termo de homologação para os 3 mil empregados, dando expectativa para todos.
A superintendente Regina Cruz já estava ciente dos problemas com a Copel. Ainda em agosto, um ofício encaminhado a ela informava de denúncias feitas por trabalhadores da empresa. Eles estariam sendo assediados por seus superiores hierárquicos, em decorrência da venda da Copel. Ela considera o assunto grave.
Como encaminhamento, os sindicatos vão encaminhar ofício a Regina Cruz que irá notificar a Copel para uma mediação e apuração dos fatos. Há ainda a possibilidade de um comunicado ao BNDESPAR, que é acionista da Copel.
Empenhados com o apoio aos copelianos, os sindicatos encaminharam oficio para a diretoria da Copel, solicitando esclarecimentos urgentes sobre o assunto. Confira aqui